segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Meio insana.

Fiquei sem postar tempo demais.

Preguiça? Total.

Aconteceu tanta coisa bacana e tanta coisa que nem vale a pena comentar.
Mas o carnaval já passou, a vidinha boa foi pro espaço.
No meu emprego as coisas andam 'quentes'. Não tenho paciência pra essas fulaninhas que se metem a ser gerentes, e não sabem nem expandir uma seleção no excel. Poupe-me. Os arranca rabos têm sido frequëntes. Ah, vida de pobre.
O namoro segue melhor do que esperado. Aquele menino caiu do céu, meu Deus.
A faculdade começou. Não fui no primero dia de aula. Não tô pra folia.
Talvez hoje, apareça.
Nunca disse, mas no ano passado, desisti do curso de Direito no terceiro ano.
Cheguei a trabalhar com um casal de advogados. Fazia todas as petições da assistência judiciária.
Mas, a minha paixão sempre foi Letras. A aula mais interessante pra mim era Língua Portuguesa, que eu tive no primeiro ano. Quando acabou, eu sentia um vazio enorme.
Deixei todo o preconceito que eu tinha da profissão de lado, e prestei vestibular para Letras. Sim, pessoal: eu vou ser professorinha.
Estou animadíssima!
Já fui na papelaria comprar os materiais. É impressionante como um caderninho bonitinho e um estojinho descolado me dão vontade de estudar. Pode? Pareço criança. Compro tudo e, quando chego em casa, despejo na mesa da cozinha e começo a apontar os lápis, ajeitar tudo na bolsa (liiiiiinda e uma pechincha!), faço listinhas e planinhos de estudos. Ai, ai.
Esses dias, me peguei lendo os PCNs. Baixei o danado aqui, em PDF. Li mesmo.
Olha, eu não suporto gente sem compromisso com o que diz amar: liguei pra minha prima (que se forma em Letras neste ano) e perguntei em que ano ela viu os PCNs. Ela disse que em algumas apostilas havia passagens, mas nada aprofundado. Eu disse: mas vc nunca leu inteiro? "NÃO". Ah, vá pra puta que te pariu!
A menina vai começar a dar aulas e nem tem noção da Didática que o governo exige do profissional. Jésuis.
Esse mundo tá acabado mesmo.
Eu não consigo ser indiferente. Foi por isso que me impirulitei logo do curso de Direito. Se é pra fazer nas coxas, vá pra casa dormir, pombas.
Tive um brilhante idéia de fazer uma mini biblioteca em casa. Começar a comprar os clássicos da Literatura brasileira. Ir comprando de determinados autores. E começar assim.
Eu admirava tanto uma professora do ensino médio que nos emprestava os livros. É total comprometimento, saca?
Ah, eu tô boba, boba.
Doida, doida.
Enchendo os pacovás com esse papo de profissional correto.
Ah, pro meio da merda.

kkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!




Amélie.




quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Cupido nem tão estúpido assim.

Sabe, o relacionamento de Amélie com Bob segue melhor que o esperado. Ela aprendeu a gostar dele, até porque seria quase impossível não gostar. Ele tem inúmeras qualidades. Um anjo de pessoa.

Betão chegou da cidade onde estuda.
Não tem mais nada a ver.
Amélie criou uma barreira tão grande contra grosseria que não consegue nem falar com ele via msn. Não quer mais ser mal tratada. Como será que as coisas chegaram a esse ponto?
Será que a culpa é dela?
Talvez seja. Dar liberdade pra certas atitudes, é assinar a própria sentença.
Ontem, numa conversa de mulher com sua melhor amiga, chegou a conclusão que os relacionamentos anteriores servem pra não errar mais.
Com Bob, está sempre com um pé atrás. Sempre medindo tudo o que faz/fala.
Acho que chegou a hora de ter um relacionamento maduro. A adolescência já passou. Aff.

Bob diz todos os dias pra ela: "o importante não é o amor, é a gentileza".
Total coerência.
Digamos que Amélie não está caída de amores por ele, mas eu vejo total possibilidade disso acontecer, afinal, quem é que não se apaixonaria por respeito, carinho e consideração?
Mas a única coisa chata é a situação em que se encontra. Betão mais cedo ou mais tarde vai descobrir o namoro recém formado.
Não queria que ele achasse que o namoro pra ela não significou nada, ou coisa do tipo.
Foi bom enquanto durou.
É.
Nem tãããããããão bom assim, mas deu pra amar.
Acho até que o problema maior foi esse: muito amor. Ela o amava tanto que esqueceu de olhar pra si. Se anulou completamente. A cada deslize dele, uma nova reconciliação. Fechava os olhos pros destratos dele.
O que mais incomoda, é lembrar dos planos.

Mas ok.
A vida é assim mesmo. Num segundo tudo está bem e no outro, tudo acabou.
Amélie não vai morrer de remorso. Ligou, pediu pra ficarem juntos. Disse do seu amor (idiota, burra, estúpida!) e foi ignorada.
Então, avrass pra quem fica.

Tem muita consideração por ele, apesar dos pezares. Quase não acreditou quando ele terminou por telefone, depois de planinhos por dois meses de se verem. Coisa de moleque indeciso, que não sabe se casa ou se compra uma bike. E Amélie não tem cara de palhaça. Não mais.

E só.
Just it.

Seu cupido largou mão de ser fanfarrão. Acho que resolveu trabalhar direito dessa vez.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pra titia, sim senhora!

Certa vez, Amélie contrariando todos os seus instintos racionais (rá!) pagou R$ 5,00 pra uma cigana jogar cartas pra ela. Não sabe ao certo que estilo de sei-lá-o-quê que ela jogava, mas foi tentar a sorte (imagine... estava em uma festa de peão muito da sem vergonha e não tinha mais nada pra fazer!).
Quando ela perguntou sobre seu futuro amoroso, a cigana praguejou: "Aquele moço ali é seu namorado? Pois fique ciente que você não casará com ele. Você vai namorar doze vezes antes de se casar."
É. De fato não casou com o moço.
Mas, pera lá! Se Amélie está fadada a namorar DOZE VEZES antes de se casar, essa guria vai casar aos oitenta!
É. Apesar de Amélie mal acreditar em meteorologia, ela ficou com essa porcaria na cabeça.
Agora, todo relacionamento que tem, nem que seja um beijinho naquele fim de festa, onde tá todo mundo pisando em vômito, ela conta como se fizesse parte da lista da cigana.
De fato, desde seus quinze anos, já se relacionou com mais de doze rapazes. Uh. Nem sabe ao certo.
Será que a filha da puta da cigana quis dizer namoro, NAMORO, ou só um fandanguinho?
Amélie não gosta disso não.
Ontem no msn foi questionada sobre quanto tempo ela demora pra 'juntar' com alguém.
Honey, pra começar a conversa, Amélie não se junta com ninguém (coitada, mal tem condição de comprar semente de girassol pro Hamtaro). E pra terminar, Amélie mal saiu das fraldas.
"Te assustei?" Claro, seu esquisito! Quase caiu da cadeira quando leu aquilo. Isso lá é coisa que se pergunta em duas semaninhas de fuleiragem?
Acha, gente.
Ok. Amélie quer casar (casar é uma ova! Amélie quer ir morar junto. Olha só que cool. Tão moderninho). Mas Amélie quer ter dinheiro, antes. Oras bolotas.
Talvez o que a cigana quis dizer, é que não casará antes de doze namoros, porque até lá vai ser uma pobretona.
Quem sabe se Amélie deixasse esses luxinhos de lado, casaria rápido.
Já dizia sua avó: "quem casa não pensa e quem pensa não casa".
Ai, que démodé.
Ok. Amélie precisa urgentemente casar.
Acho que vou aconselhá-la a dar uma de Britney e casar rapidão, só pra tirar a urucubaca da véia insana.
Quer saber... Nunca tinha pensado nisto!
E isso atormentou a coitada cinco anos a fio.
Ah, mas depois falam mal da Britney!
Ê povo sem noção.
Ok. Casa. E depois descasa.
Mas e se a doida quis dizer felicidade? Felicidade na vida amorosa. Porque talvez pra ela, quando Amélie perguntou sobre sua vida amorosa, esta viu que o sonho da adolescente apaixonadinha era casar-se com o primeiro namoradinho. Talvez, o 'casar' da cigana, seja 'ser feliz' de Amélie.
Como Amélie é um ser mutante, hoje sua felicidade amorosa não se resume a casamento. Ui. Cruzes.
Talvez, Amélie devesse tentar encaixar as palavras da cigana a sua realidade. Assim como faz com o signo, que quando você está namorando diz que é um ótimo tempo pra encontrar a pessoa certa (?) e quando você está solteira, diz que o momento está ótimo pra curtir seu namorado. Pândego!
Mas, quer saber: acho que Amélie está enrolando tudo. Signo é bobageira do João Bidu pra vender revestinhas. E cigana é um bicho danado de praguento que deve ser levado a sério.
É. Mas bem que tem que admitir que toda vez que encontra alguém, vai logo perguntando o signo. Pra cabá! Que vergonha.
Não sei.
Ainda voto pra ela quebrar o encanto numa capelinha, bêbada, de calça jeans e camisetona larga. E é claro, o boné do Vô Duti!
Rá!

sábado, 24 de novembro de 2007

Meu Ham-Ham...

"Hamtaroooo... Vamos ajudar a amiga Laura.. Meu Ham-Ham..."

Quem nunca ouviu essa musiquinha, do mangá Hamtaro?
Amélie tem uma amiga que tem um amigo.. (blá blá blá) que cria hamster.
E essa amiga prometeu que iria tirar um da próxima ninhada e presenteá-la.
E, ontem, depois do serviço, lá estava o bichinho em uma gaiolinha esperando por Amélie na sala.
Amélie nem jantou, tamanha euforia.
Ficou lá pajeando a criaturinha.
Como seu pêlo é fofinho!!
Mas, como nem tudo são flores na vida de Amélie, a gatinha de sua mãe, muito espevitada por sinal, quis se enfiar no quarto pra participar do alvoroço.

Quando Hamtaro percebeu a presença maligna de seu predador, quis fugir.
Amélie, assustada com tal situação, apertou o bichinho na barriga, pra ele não escapar.
Sem pestanejar, o bicho deu-lhe uma mordida no dedo que está doendo até agora.
Amélie deu uns safanões na gata curiosa e foi dormir tristinha.
Hoje, pela manhã, olhou pro bichinho, e ficou com pena.
Ele é tão indefeso.
Haviam muitas formigas em sua gaiolinha. Mas, não havia tempo pra limpar. Deu uma uva passa pra ele e foi pro emprego com o coração na mão. O bichinho deixa Amélie tão feliz! Quando criança, sua mãe nunca deixou ela ter um. Ontem, quando viu Hamtaro, fez um escândalo, dizendo que o bicho dá doença e num sei que tem. Imagine se um bichinho fofinho daqueles vai dar mais doença que aqueles gatos desaforados dela!

Mas essa Amélie é muito Amélie mesmo, viu!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Não doeu.

Amélie resgatou muita coisa perdida.
Dentre muitas coisas, a mais relevante foi seu orgulho próprio. Fase de crescimento, saqualé?
As coisas são tão claras...
De vez em quando, uma sacudida faz tudo se tornar mais prático.

Amélie não suporta a idéia de ficar com seu ex novamente. Never more.

Bob é um anjo. Apareceu na hora exata.
Ele usa all star, é educado e pede desculpa. Dirige bem, fala baixo e devagar. Estuda coisas chatas e as torna fascinantes quando tenta explicar do que se trata.
Ele toca guitarra, violão e bateria. Não é bonitinho?
É lindinho.
Quando Amélie implicava com o lado pegajoso dele, não estava vendo as coisas direito.
Não é carência, é preocupação.
Ele se preocupa porque ele GOSTA dela.
Na verdade, Amélie estava estranhando no começo. Mas, quando se lembrou de como era tratada em seu primeiro namoro (há 5 anos atrás), percebeu que isso é normal. Tratar alguém bem, é normal quando se gosta.
Tão simples.
Ai, quanto sofrimento pra 'descobrir a América'.

Receber mensagenzinhas do tipo "estou com saudade, linda", é bom. É ótimo.

Essa guria evoluiu, minha gente!!! Uma salva de palmas.

É difícil pra Amélie deixar anos de relacionamento pra trás. Mas, o que adianta tanta porcaria por segundinhos de felicidade? Segundinhos mesmo! De dez encontros, onze eram recheados de brigas.

A amizade vai fazer muito bem pra Amélie e seu ex. Tudo vai ficar bem.
Tudo está bem...!
De vez em quando é ótimo faxinar o guarda-roupa e jogar fora o que não está servindo mais.
Jeitinho áspero de falar, mas se resume a isso.
Relembra all the time as grosserias que já sofreu. Sem chances de volta.

Se libertou.
E não doeu.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Alternativa diplomática.

Amélie parou pra pensar esses dias: quando o ser humano quer parar de falar, ele fecha a boca. Quando ele não quer olhar pra algo, ele fecha os olhos, ou vira a cabeça em outra direção. E quando ele não quer ouvir???

Coitado. Sem saída. Ele tem que se sujeitar a ouvir tudo o que o pega de surpresa, até porque ele não vai ficar igual um tobó com as mãos na orelha. Ou vai, dependendo do grau da criatura, não podemos generalizar. Tem doido pra tudo.

Tá. Mas, o normal é ter que ouvir o que não dá pra escapar.

Pois Amélie estava assistindo 'O labirinto do Fauno', e um dos monstrinhos, tem os olhos nas mãos. Na hora, atinou pra idéia: os males do mundo seriam sanados se nosso ouvido fosse no suvaco. Sim. Isso mesmo: NO SUVACO. Quando algo irritasse o senso de paciência auditiva, nós simplesmente fecharíamos as 'asas' pra nos livrar das atrocidades que certas pessoas tem o dom de dizer.

Cenário: festa open bar nos confins da terra.

Situação inusitada: Amélie endoidando com a música eletrônica, cerveja na mão, produzida tal qual princesinha (sapatinho, maquiagem, roupinha, cabelinho... tudo de princesa =D) e eis que chega um zé ruela 'pegando' (olha, se Amélie tem raiva de alguma coisa nesse mundo, é de gente com pegação. FALA MAS NÃO PEGA, demônio).

"_ Moça, o céu deve estar triste."

O QUEEEEEEEEEEE??? What a hell?? Chavãozinho clássico, comigo não, tapado!

Olhou pra cá, olhou pra lá, as amigas looooooonge, no bar, se entopindo de vodka.

Indelicadeza?

Jamais. No way. Princesa que é princesa, sabe se portar.

Deu uma respirada profunda e começou a dançar aquele 'putz putz' apertando o suvaco. APERTANDO O SUVACOOOO!! Livre do falatório idiota.

"Não ouço, não ouço... tenho olho de peixe! Lá laiá..."

Mentira, sô.

Ficou com cara de paisagem, escutando o blá blá blá, desejando que um buraco se abrisse e ele caísse dentro... Ou que engasgasse com a cereja do Martíni. Ou até que tivesse uma dor de barriga súbita.

E escutou tudinho. Ficou lá escutando e escutando... e escutando.

Até porque seu ouvido ainda se encontra na cabeça.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Discutindo as relações.

Amélie aprendeu muito esse fim de semana.
Aprendeu consigo mesma.

Os fatos:
1 - Amélie AMA seu ex, mas NÃO está com ele, por opção (dele).
2 - Amélie fica com OUTRO pela insistência (dele).
É notório que os fatos não estão 'lá aquelas coisas'. Mas esta não é a questão (larga de ser reclamona, Amélieeee!!).

A pergunta que não quer calar é: como é que a mesma pessoa pode ter duas caras?
Pra um, ela é a menina carente, pegajosa, insegura, chorona e desesperada (o ex que não tá nem aí pra ela, e ela morre de amores).
Pra outro, ela é a guria descolada, segura de si, despreocupada, 'vida-louca' e afins (o atual, que diz que ela é a mulher que ele procurou a vida toda, e ela tá cagando pra ele).
Às vezes, eu tenho medo de Amélie. Essa bicha falsa da porra.

Vamos ao aprendizado: amar não faz bem. NÃO FAZ. PONTO. ZÉ FINÍ.
Quando a 'anta de teta' resolve amar (amar = dizer TUDO que sente), ela passa a mostrar seu verdadeiro lado. Resultado: espanta o moleque, oras bolas. Então, para um bom relacionamento, Amélie dá a receita: não ame. Ou, ao menos, saiba ser inteligente o bastante pra não pensar que pode ficar dizendo tudo o que quer, pensando que seu querido adora esse jeito Amélie de ser (afinal de contas, por que não agir assim, já que vocês fazem um casal cabeção, que adivinha o pensamento um do outro, que têm que demonstrar all the time o amor que sentem e que podem ficar sutacando um ao outro, porque briga de amor apimenta e faz crescer. Mas que belezaaa!!).

Que AMOR que dura com tanta demonstração de AMOR?
Nenhum, Amélie. NENHUM.
Ou fica na sua, fingindo que é suuuuper normal ele sair com os amigos e te deixar olhando pra cima, ou fica solteira. Ou acha bonitinho e até pergunta como estava o truco de sexta-feira, ou se empirulite da vida do mancebo. Vê se dá dicas de baladinhas: é isso o que sustenta um namoro.

Mas o engraçado da história, é que nada agrada os insanos. Capaz que se fizer assim, ele briga por achar que você não dá a mínima pra ele.
É fogo, viu.

Vamos ficar solteiras, porque o bicho tá feio. E tenho o dito. Larga mão disso, vamos estudar, moçada... Vamos ocupar a mente com coisinhas realmente importantes (e quais seriam, Amélie?? Responde!!).

Amélie não consegue nem sustentar uma idéiazinha até o final de um post.
Tsc, tsc.
Chega no final, manda todo mundo descabelar porque 'homem é bicho do demônio'. NINGUÉM PODE COM ELES. Eles fizeram um curso pra serem assim (não sei quem disse pra Amélie, mas ela sustenta essa tese desde os 13).
Amélie é muito samonga.

Olhando daqui de fora, não é difícil perceber o porquê da patroa de Amélie chamar ela de 'descompensada'. DOIDA.