Amélie quase acabou de cair na tentação de mandar um e-mail pro seu ex.
De uns dias pra cá, Amélie se tornou uma garota esperta e anda evitando contato com o mancebo.
A estória: ela, garota sonhadora e ingênua se envolveu com um moço de poucas palavras e grandes idéias. Talvez o rapaz mais inteligente que ela pôde conhecer. Depois de um tempo de conto de fadas, teve que arcar com sua escolha e se viu separada por 600 km do menino que conseguiu passar em 1º lugar no vestibular estadual, sem quase esforço algum.
Muito feliz, fez juras de amor eterno a sua amada e seguiu seu caminho, prometendo sempre zelar pelo amor dos dois, não importando o que acontecesse.
Mas, como toda boa estória deve ter uma dificuldadezinha, seu amado, agora com vulgo Betão (apelidinho de batismo no trote), andou por aí ciscando em festinhas particulares.
O que Amélie não esperava, era que se ela o tratasse com indiferença e transferisse sua raiva pras ações corriqueiras do dia-a-dia, estaria deixando-o irritadiço e com fortes tendências a fazer mais e mais safadezas.
Amélie recebeu a notícia de que estava sendo chutada, depois de longos 2 anos e uns 3 meses de puro comodismo da parte de ambos.
De início, manteve-se firme e forte na tarefa de ignorá-lo para todo o forever de sua vida.
Mãããs, como Betão era um moçoilo muito indeciso, acabou forçando uma aproximação via depoimento no orkut.
Amélie, de fato ficou feliz por ele estar avisando que tinha comentado seu blog (não este... outro, que não esconde sua verdadeira identidade), sendo que nunca tivera feito antes. Cheio de conversinhas do tipo "ainda podemos ser amigos" e afins.
Amélie resistiu mais uma semana, porém, como era de se esperar, caiu nas garras do sem vergonha pelo msn.
Lá, ele acusou-a de não o amar mais, devido ter ficado com um rapazinho qualquer, em menos de uma semana de separação. Como ele descobriu? Fácil. Amélie deixava suas senhas todas abertas, assim como seu coraçãozinho ferido.
Ao invés de mandar ele decidir ANTES se queria casar ou comprar uma bicicleta, ficou desculpando-se pela atrocidade que havia cometido. É óbvio que ela também tinha visto recadinhos nada católicos dele pra putaninhas, e sendo assim, tratou logo de rasgar o verbo.
Terminaram aquela noite, com frases de amor ao telefone.
Hoje: ela o ignora (com aperto no coração) por ele ter marcado um papinho pelo msn e tê-la deixado olhando pra cima pra beber cerveja no sábado, e comer lanche no domingo. Ok. As pessoas não têm que ficar grudadas umas nas outras. Pior ainda se for grudadas no micro. Mas, convenhamos: se não quer, não chame.
Amélie recebeu uma msg no celular com um pedido de desculpa por não sobrar tempo para uma ligação. No outro dia, recebeu uma com o dizer: "gracinha".
Amélie, muito furiosa, disse pro celular: "Gracinha de cu é rola". Às vezes, Amélie se comporta tal qual um moleque desbocado.
Nas noites passadas, têm ficado de butuca no celular, pra ver se chega ao menos uma mensagenzinha. Ontem, foi tomar cerveja, assim como quem não quer dar patacas pra situação. Mas hoje, quando acordou e não viu um sinalzinho de vida dele, sentiu-se tentada e quase mandou um e-mail.
Amélie não se emenda.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário