segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pra titia, sim senhora!

Certa vez, Amélie contrariando todos os seus instintos racionais (rá!) pagou R$ 5,00 pra uma cigana jogar cartas pra ela. Não sabe ao certo que estilo de sei-lá-o-quê que ela jogava, mas foi tentar a sorte (imagine... estava em uma festa de peão muito da sem vergonha e não tinha mais nada pra fazer!).
Quando ela perguntou sobre seu futuro amoroso, a cigana praguejou: "Aquele moço ali é seu namorado? Pois fique ciente que você não casará com ele. Você vai namorar doze vezes antes de se casar."
É. De fato não casou com o moço.
Mas, pera lá! Se Amélie está fadada a namorar DOZE VEZES antes de se casar, essa guria vai casar aos oitenta!
É. Apesar de Amélie mal acreditar em meteorologia, ela ficou com essa porcaria na cabeça.
Agora, todo relacionamento que tem, nem que seja um beijinho naquele fim de festa, onde tá todo mundo pisando em vômito, ela conta como se fizesse parte da lista da cigana.
De fato, desde seus quinze anos, já se relacionou com mais de doze rapazes. Uh. Nem sabe ao certo.
Será que a filha da puta da cigana quis dizer namoro, NAMORO, ou só um fandanguinho?
Amélie não gosta disso não.
Ontem no msn foi questionada sobre quanto tempo ela demora pra 'juntar' com alguém.
Honey, pra começar a conversa, Amélie não se junta com ninguém (coitada, mal tem condição de comprar semente de girassol pro Hamtaro). E pra terminar, Amélie mal saiu das fraldas.
"Te assustei?" Claro, seu esquisito! Quase caiu da cadeira quando leu aquilo. Isso lá é coisa que se pergunta em duas semaninhas de fuleiragem?
Acha, gente.
Ok. Amélie quer casar (casar é uma ova! Amélie quer ir morar junto. Olha só que cool. Tão moderninho). Mas Amélie quer ter dinheiro, antes. Oras bolotas.
Talvez o que a cigana quis dizer, é que não casará antes de doze namoros, porque até lá vai ser uma pobretona.
Quem sabe se Amélie deixasse esses luxinhos de lado, casaria rápido.
Já dizia sua avó: "quem casa não pensa e quem pensa não casa".
Ai, que démodé.
Ok. Amélie precisa urgentemente casar.
Acho que vou aconselhá-la a dar uma de Britney e casar rapidão, só pra tirar a urucubaca da véia insana.
Quer saber... Nunca tinha pensado nisto!
E isso atormentou a coitada cinco anos a fio.
Ah, mas depois falam mal da Britney!
Ê povo sem noção.
Ok. Casa. E depois descasa.
Mas e se a doida quis dizer felicidade? Felicidade na vida amorosa. Porque talvez pra ela, quando Amélie perguntou sobre sua vida amorosa, esta viu que o sonho da adolescente apaixonadinha era casar-se com o primeiro namoradinho. Talvez, o 'casar' da cigana, seja 'ser feliz' de Amélie.
Como Amélie é um ser mutante, hoje sua felicidade amorosa não se resume a casamento. Ui. Cruzes.
Talvez, Amélie devesse tentar encaixar as palavras da cigana a sua realidade. Assim como faz com o signo, que quando você está namorando diz que é um ótimo tempo pra encontrar a pessoa certa (?) e quando você está solteira, diz que o momento está ótimo pra curtir seu namorado. Pândego!
Mas, quer saber: acho que Amélie está enrolando tudo. Signo é bobageira do João Bidu pra vender revestinhas. E cigana é um bicho danado de praguento que deve ser levado a sério.
É. Mas bem que tem que admitir que toda vez que encontra alguém, vai logo perguntando o signo. Pra cabá! Que vergonha.
Não sei.
Ainda voto pra ela quebrar o encanto numa capelinha, bêbada, de calça jeans e camisetona larga. E é claro, o boné do Vô Duti!
Rá!

sábado, 24 de novembro de 2007

Meu Ham-Ham...

"Hamtaroooo... Vamos ajudar a amiga Laura.. Meu Ham-Ham..."

Quem nunca ouviu essa musiquinha, do mangá Hamtaro?
Amélie tem uma amiga que tem um amigo.. (blá blá blá) que cria hamster.
E essa amiga prometeu que iria tirar um da próxima ninhada e presenteá-la.
E, ontem, depois do serviço, lá estava o bichinho em uma gaiolinha esperando por Amélie na sala.
Amélie nem jantou, tamanha euforia.
Ficou lá pajeando a criaturinha.
Como seu pêlo é fofinho!!
Mas, como nem tudo são flores na vida de Amélie, a gatinha de sua mãe, muito espevitada por sinal, quis se enfiar no quarto pra participar do alvoroço.

Quando Hamtaro percebeu a presença maligna de seu predador, quis fugir.
Amélie, assustada com tal situação, apertou o bichinho na barriga, pra ele não escapar.
Sem pestanejar, o bicho deu-lhe uma mordida no dedo que está doendo até agora.
Amélie deu uns safanões na gata curiosa e foi dormir tristinha.
Hoje, pela manhã, olhou pro bichinho, e ficou com pena.
Ele é tão indefeso.
Haviam muitas formigas em sua gaiolinha. Mas, não havia tempo pra limpar. Deu uma uva passa pra ele e foi pro emprego com o coração na mão. O bichinho deixa Amélie tão feliz! Quando criança, sua mãe nunca deixou ela ter um. Ontem, quando viu Hamtaro, fez um escândalo, dizendo que o bicho dá doença e num sei que tem. Imagine se um bichinho fofinho daqueles vai dar mais doença que aqueles gatos desaforados dela!

Mas essa Amélie é muito Amélie mesmo, viu!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Não doeu.

Amélie resgatou muita coisa perdida.
Dentre muitas coisas, a mais relevante foi seu orgulho próprio. Fase de crescimento, saqualé?
As coisas são tão claras...
De vez em quando, uma sacudida faz tudo se tornar mais prático.

Amélie não suporta a idéia de ficar com seu ex novamente. Never more.

Bob é um anjo. Apareceu na hora exata.
Ele usa all star, é educado e pede desculpa. Dirige bem, fala baixo e devagar. Estuda coisas chatas e as torna fascinantes quando tenta explicar do que se trata.
Ele toca guitarra, violão e bateria. Não é bonitinho?
É lindinho.
Quando Amélie implicava com o lado pegajoso dele, não estava vendo as coisas direito.
Não é carência, é preocupação.
Ele se preocupa porque ele GOSTA dela.
Na verdade, Amélie estava estranhando no começo. Mas, quando se lembrou de como era tratada em seu primeiro namoro (há 5 anos atrás), percebeu que isso é normal. Tratar alguém bem, é normal quando se gosta.
Tão simples.
Ai, quanto sofrimento pra 'descobrir a América'.

Receber mensagenzinhas do tipo "estou com saudade, linda", é bom. É ótimo.

Essa guria evoluiu, minha gente!!! Uma salva de palmas.

É difícil pra Amélie deixar anos de relacionamento pra trás. Mas, o que adianta tanta porcaria por segundinhos de felicidade? Segundinhos mesmo! De dez encontros, onze eram recheados de brigas.

A amizade vai fazer muito bem pra Amélie e seu ex. Tudo vai ficar bem.
Tudo está bem...!
De vez em quando é ótimo faxinar o guarda-roupa e jogar fora o que não está servindo mais.
Jeitinho áspero de falar, mas se resume a isso.
Relembra all the time as grosserias que já sofreu. Sem chances de volta.

Se libertou.
E não doeu.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Alternativa diplomática.

Amélie parou pra pensar esses dias: quando o ser humano quer parar de falar, ele fecha a boca. Quando ele não quer olhar pra algo, ele fecha os olhos, ou vira a cabeça em outra direção. E quando ele não quer ouvir???

Coitado. Sem saída. Ele tem que se sujeitar a ouvir tudo o que o pega de surpresa, até porque ele não vai ficar igual um tobó com as mãos na orelha. Ou vai, dependendo do grau da criatura, não podemos generalizar. Tem doido pra tudo.

Tá. Mas, o normal é ter que ouvir o que não dá pra escapar.

Pois Amélie estava assistindo 'O labirinto do Fauno', e um dos monstrinhos, tem os olhos nas mãos. Na hora, atinou pra idéia: os males do mundo seriam sanados se nosso ouvido fosse no suvaco. Sim. Isso mesmo: NO SUVACO. Quando algo irritasse o senso de paciência auditiva, nós simplesmente fecharíamos as 'asas' pra nos livrar das atrocidades que certas pessoas tem o dom de dizer.

Cenário: festa open bar nos confins da terra.

Situação inusitada: Amélie endoidando com a música eletrônica, cerveja na mão, produzida tal qual princesinha (sapatinho, maquiagem, roupinha, cabelinho... tudo de princesa =D) e eis que chega um zé ruela 'pegando' (olha, se Amélie tem raiva de alguma coisa nesse mundo, é de gente com pegação. FALA MAS NÃO PEGA, demônio).

"_ Moça, o céu deve estar triste."

O QUEEEEEEEEEEE??? What a hell?? Chavãozinho clássico, comigo não, tapado!

Olhou pra cá, olhou pra lá, as amigas looooooonge, no bar, se entopindo de vodka.

Indelicadeza?

Jamais. No way. Princesa que é princesa, sabe se portar.

Deu uma respirada profunda e começou a dançar aquele 'putz putz' apertando o suvaco. APERTANDO O SUVACOOOO!! Livre do falatório idiota.

"Não ouço, não ouço... tenho olho de peixe! Lá laiá..."

Mentira, sô.

Ficou com cara de paisagem, escutando o blá blá blá, desejando que um buraco se abrisse e ele caísse dentro... Ou que engasgasse com a cereja do Martíni. Ou até que tivesse uma dor de barriga súbita.

E escutou tudinho. Ficou lá escutando e escutando... e escutando.

Até porque seu ouvido ainda se encontra na cabeça.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Discutindo as relações.

Amélie aprendeu muito esse fim de semana.
Aprendeu consigo mesma.

Os fatos:
1 - Amélie AMA seu ex, mas NÃO está com ele, por opção (dele).
2 - Amélie fica com OUTRO pela insistência (dele).
É notório que os fatos não estão 'lá aquelas coisas'. Mas esta não é a questão (larga de ser reclamona, Amélieeee!!).

A pergunta que não quer calar é: como é que a mesma pessoa pode ter duas caras?
Pra um, ela é a menina carente, pegajosa, insegura, chorona e desesperada (o ex que não tá nem aí pra ela, e ela morre de amores).
Pra outro, ela é a guria descolada, segura de si, despreocupada, 'vida-louca' e afins (o atual, que diz que ela é a mulher que ele procurou a vida toda, e ela tá cagando pra ele).
Às vezes, eu tenho medo de Amélie. Essa bicha falsa da porra.

Vamos ao aprendizado: amar não faz bem. NÃO FAZ. PONTO. ZÉ FINÍ.
Quando a 'anta de teta' resolve amar (amar = dizer TUDO que sente), ela passa a mostrar seu verdadeiro lado. Resultado: espanta o moleque, oras bolas. Então, para um bom relacionamento, Amélie dá a receita: não ame. Ou, ao menos, saiba ser inteligente o bastante pra não pensar que pode ficar dizendo tudo o que quer, pensando que seu querido adora esse jeito Amélie de ser (afinal de contas, por que não agir assim, já que vocês fazem um casal cabeção, que adivinha o pensamento um do outro, que têm que demonstrar all the time o amor que sentem e que podem ficar sutacando um ao outro, porque briga de amor apimenta e faz crescer. Mas que belezaaa!!).

Que AMOR que dura com tanta demonstração de AMOR?
Nenhum, Amélie. NENHUM.
Ou fica na sua, fingindo que é suuuuper normal ele sair com os amigos e te deixar olhando pra cima, ou fica solteira. Ou acha bonitinho e até pergunta como estava o truco de sexta-feira, ou se empirulite da vida do mancebo. Vê se dá dicas de baladinhas: é isso o que sustenta um namoro.

Mas o engraçado da história, é que nada agrada os insanos. Capaz que se fizer assim, ele briga por achar que você não dá a mínima pra ele.
É fogo, viu.

Vamos ficar solteiras, porque o bicho tá feio. E tenho o dito. Larga mão disso, vamos estudar, moçada... Vamos ocupar a mente com coisinhas realmente importantes (e quais seriam, Amélie?? Responde!!).

Amélie não consegue nem sustentar uma idéiazinha até o final de um post.
Tsc, tsc.
Chega no final, manda todo mundo descabelar porque 'homem é bicho do demônio'. NINGUÉM PODE COM ELES. Eles fizeram um curso pra serem assim (não sei quem disse pra Amélie, mas ela sustenta essa tese desde os 13).
Amélie é muito samonga.

Olhando daqui de fora, não é difícil perceber o porquê da patroa de Amélie chamar ela de 'descompensada'. DOIDA.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Cada coisa que a Terra carrega.

Amélie está pensando no quanto certas pessoas têm o dom de falar borracha.
Sabe? Teorias sem pé nem cabeça.
Ok. Cada um fala o que quer, ora bolas. Mããããs, tem umas que chega dói.
A criturinha que trabalha com Amélie, bafo a bafo / tete a tete / espirro a espirro, soltou uma tese digna de um post.
A coitada já foi traída (ah, minha filha, corna? Acostume-se com a idéia. Fomos, somos e seremos. Triste, mas desde a época em que minha vó era gostosa, chifre tá aí. E é coisa pouca.), e se não bastasse a revolta pessoal, anda querendo jogar a desgraça pra cima de todo mundo.
Num belo dia enquanto todo mundo fingia que trabalhava - compenetrados em blogs, orkuts e msn -, eis que Amélie escuta uma divagação absurda sobre homens, traição e sexo: p
ra sua colega, a solução seria o ser humano fazer "coisa de homem" (leia-se: sexo) só pra procriar.
Fácil. Só meter duas vezes na vida. Ou mais, se a renda proporcionar tal proeza.
Prático: sem prazer nenhum. Dar umazinha, só se for pra nascer um rebento. E olhe lá, abusadinhos deste mundo indecente.
Que luz, Jisuis.
Já pensou? Do tipo: viver pra comer. Sem nenhuma ambiguidade. Pra COMER COMIDA DE SUPERMERCADO. ALIMENTO. Sem ambiguidade até porque a situação não deixa. Dã.
Percebendo minha cara de sarcasmo, enfatizou: "é tão simples, não haveriam traições". E quando percebeu que não me convencia, terminou com chave de ouro, pra estourar a boca do balão (rsrs): "e tem muita gente que pensa igual a mim".

Que cabecinha abençoada. Nesses tempos de crise, nessa vida de cão, nessa era de salários baixos e dores de cabeça agudas, Amélie escuta isso. A vida fodida, tudo lascado e escuta isso. Quase cortando os pulsos e escutando isso. ISSO.

Amélie não deu muita pataca na hora. Mas, juro que se arrependeu de não ter dito: "Olha, minha filhaaaaaa!! Você sai pra lá com essas conversinhas, falô? VOCÊ, PRA MIM, É POBREMA TEU! Se teu homem não deu conta do recado, tem quem dê : vá fazer pesquisas de campo, fiotaaaa!! Tira o pé da minha jantaaaaaaaaaaaaa!! VAI TE FUDÊ, Ô MANÉ! Chama esse povo que pensa igual a você, que eu quero torcer no meio, quebrar cada osso, pisar em cada membro! Loucos de pedraaa!"

AAAAAAA...(rsrs)


Amélie é muito dura com as pessoas.
Quer saber, melhor aconselhar sua colega a patentear a idéia supimpa...

¬¬'

Vai vendo...

Amélie resolveu ler muito atentamente todos os comentários inteligentes que teve em seu blog. Também tirou umas horinhas pra escutar sua melhor amiga, na sessão Quinta da Batata em um restaurante japonês, ontem à noite.
Amélie não vai mais esperar por alguém que não tá nem aí pra hora do Brasil (que merda de chavão besta... e sem sentido, dã).

Quer saber? Ela foge tanto do moço bonzinho, porque não está acostumada a ser bem tratada. É a mais pura verdade. Quando disse isso ontem pra sua amiga, levou um: "e eu não estou acostumada a ser tratada mal". É uma lógica tão simples. Por que diabos Amélie não se deu a chance até agora?
Ah, te catar, sô.

O negócio é ensinar pro moço que ela não gosta de gente pegajosa. E cabô.
So easy:
Ligação inesperada de madrugada: no way, honey.
E-mail meloso: delete. Junk box. No ato. Sem choro nem vela.
Insistir em se convidar pra ir junto na festinha open bar de hoje à noite: digno de tapa na oreia (ele enviou um e-mail pedindo pra ir junto... argh!).

Chamar mais uma vez pra um jantar familiar: pé na bunda.

Não sei como, mas Amélie vai deixar tudo isso bem claro. Não vai ser muito jeitoso, porque Amélie não tem muita paciência. Vai ser meio que, um toque: "ou você pára de melar, ou vai catar coquinho".

E tá pronto. Vamos ver no que dá.

Mãããããs que coisa bonita de se dizer, não? VAI CATAR COQUINHO. Amélie está precisando urgentemente de um vocabulário novo (ou mais maduro, talvez).

Céus! Amélie é muito boba. Tá se sentindo malandrona e vai ficar sem ninguém.

E eu vou CAGAR de rir. Rá!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Vida enroscada.

Não sei mais o que pensar sobre Amélie.

Segue a novela de sua vida:
Como já comentado em um post ali embaixo, ela está as voltas com seu namoro vai-num-vai (foi chutada, mas aguarda uma reconciliação, que vem logo ali.. daqui um década, quem sabe). Enquanto isso, deu uma escapulida com o galante Sr. Bob, que é uma rapaz muito bonzinho e amável. Acabou de receber um e-mail do tipo "...sinto falta de você... só penso em chegar aí na sexta... não ligue pro meu lado patético, é porque estou apaixonado...".

Mas Amélie não está contente... tsc, tsc. Amélie quer arder no fogo da paixão.
Amélie não gosta do jeito politicamente correto dele.
Ela é chegada no modo despreocupado com que seu ex leva a vida, no seu cabelo despenteado e seus vícios saudáveis (truco, tereré, computador).
Gosta muito da sua pegada, saqualé? Esse negócio de delicadeza não combina com Amélie. Esse papinho de "posso te dar um beijo?" é muito virgem. Muito novela das seis.
O quente mesmo é roubar um beijo embaixo da chuva, depois de Amélie ter vomitado whisky, naquela festa horrível em que o vocalista da banda pedia pras mulheres baterem punheta no homem mais próximo.
Bom mesmo é meter bêbados no carro dos outros.
Bom é chorar juntos no banheiro da concentração do bloco de carnaval, porque Cazuza morreu... e depois vomitar na namorada do melhor amigo dele (a menina mais chata da galáxia) e rir até a barriga doer.
Bom é trocar cartinhas picantes durante uma aula chata (isso há séculos atrás, no colegial).
Bom é deitar no sofá com a família toda do lado, e ficar de pegação embaixo da coberta.
BÃO É CUMÊ PÃO CU MORTADELA NA CALÇADA DA PRACINHA DO SÃO FRANCISCO!
Isso é que é vida.

Eu não quero nem ver: daqui há bem pouquinho, dona Amélie estará tratando o pobrezinho do moço legal, com descaso. Mas ao mesmo tempo em que sabe disso, não tem a bendita coragem de falar pra ele pinicar de sua vida, porque ela prefere esperar por alguém que não a mínima pra ela. A MÍNIMA SATISFA.

Ontem até que teve uma ligaçãozinha da parte de seu ex, depois de Amélie suplicar. Ele ligou e ficou naquela de "ah, eu amo você, mas vamos esperar eu chegar aí pra gente resolver essa situação". Traduzindo para o português claro, livre de eufemismos: "sossega que eu preciso ver quantas meninas consigo comer aqui, antes de me acorrentar."

Situação um tanto quanto chata, convenhamos.

Amélie só fala borracha.
E eu torço pra ela ficar bem solteira.
Que ela merece. Ponto. Zé finí.
Rá.

Mentira. Tadinha. Tãããããão inocente.
Rá.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O tal do tédio.

Sei lá, só sei que ainda tô querendo entender o fato de Amélie ser tão boba.

Hoje, avistou a plaquinha da propaganda de cerveja: ela não consegue entender o trocadilho do Z da Brahma. A palavra Brahma não tem Z. Amélie pensa que talvez seja porque é o Zeca Pagodinho quem atua. Mas pera lá: porque o bordão da Boa não é J? O J da Boa. Juliana Paes iria adorar. Isso só faz confundir a cabeça das criancinhas em fase de alfabetização: é G de gato, C de cebola, S de sapo. Já pensou a professora perguntar: "Z de que?" , e a resposta for "Z de Brahma"? Por isso que o país não vai pra frente.

Confesso que talvez Amélie não esteja tão errada.
Realmente é bem besta.
Ela e a propaganda.

Hoje Amélie se sentiu sozinha: quis visitar blogs e mostrar sua cara.
Amélie adora saber o que os outros pensam. Sempre há o que aprender com os outros.
Melhor que ficar aqui igual trouxa.

Recebeu a seguinte notícia: "ligo quando der", há minutos atrás.
Betão sabe bem como deixar Amélie ansiosa.

Amélie só fica assim, sei lá, porque é idiota. E das grandes.
Sei lá. Acho que qualquer dia, perco as estribeiras e soco Amélie no focinho.

CACETE. No momento em que Amélie sussurrava pra mim este post, chegou o engraçadinho do escritório dizendo que havia ganhado na loto mania.
Mesmo com vontade de mandar ele enfiar R$ 15,00 naquele rabo gordo e preguiçoso, ficou tentando fazer cara de interessada: "Legal, bem legal. você joga sempre? Nossa. Interessante. É. Quem não joga, não ganha. Verdade. Parabéns. Passa essa sorte. Rá."

É foda.
Que vidinha.
Isso está deixando Amélie com sinceras dores de cabeça.

Talvez esses dissabores respondem a pergunta do porquê de Amélie ser tão tonta.
Conviver com gente besta, é trash.
Amélie anda me fazendo mal.

Amélie quer sair do empreguinho filho da puta e contou pro gerente tarado (em outro post, falo dele) que contou pra sua patroa que, por sua vez veio aqui jogar um verde.
De onde veio essa expressão, do tal do verde? O que será que é isso?
Ok. Deixa pra lá.
Sei lá. Acho que essa gorda indecente está de brincadeira com Amélie.
Um dia, Amélie vai chutar o cu da gorda. E esse dia está próximo.
Rá.
Ó: a cor verde em quadrinhos (gibi) é sinal de coisa fedida. Veio aqui e jogou um cocô de nariz verde pra ver se Amélie ficava puta e falava logo pra ela tirar aquele rabo gordo da frente, que ela ia embora. Ou então, jogou uma maçã verde na cara de Amélie, que fez seu nariz sangrar e ela confessar aos berros que quer enfiar o pé no cu da véia chata.
"Jogou verde pra colher maduro", nhá. Não tem lógica, isso. Fala uma coisa querendo ouvir outra. Então o trocadilho poderia ser: jogou rosa pra colher gay? O que também não valeria de nada, porque a palavra gay é unissex. E rosa é de menina. Já pensou: joga um azul e colhe um rosa. Traduzindo: joga um macho em cima de uma biba, e vê a moçoila que se esconde por trás.

Que caralho de besteira enorme que Amélie fica pensando.
Ah. Amélie implica com cada uma.

E cu não tem acento.
Não sei de onde Amélie tirou isso. Mas não tem. Ela jura de pés juntos.

Ah, sei lá.

Sem fome.

Amélie costuma dizer que se um dia tiver um câncer, ele será no estômago.
Tem gente que diz que o câncer vem de problemas mal resolvidos, que se acumulam e depois fazem mal pra própria pessoa. Ter raiva, angústia e afins. Isso.
Ela perdeu 15 kg recentemente, devido a uma cirurgia. No período de recuperação, não comia nada, e se comesse, despejava no vaso sanitário, não importando por onde... rsrs.. que nojeira (isso é pra dizer que está magra feito um palito).
Acontece que, quando seu emocional é abalado, o apetite vai pro espaço.
Ultimamente, não tem fome. Simples assim: corre do prato. Sua mãe já está percebendo.
Uma cervejinha desce de boa. Mas quando é comida, afe. Corre léguas.
Hoje, às 10:16 da manhã, está aqui sem fome alguma. Na verdade, está pensando na porção de peixe que foi obrigada a comer ontem na lanchonete. Sua mãe quase a arrastou, depois de Amélie dizer que sua comida estava ruim. Peixe e batata frita, regados a shoyo. Como diabos se escreve isso? Choio? Ah, quem se importa? O fato é: bem feito pra ela. Magoou sua mãe com o comentário infeliz e teve que ingerir toneladas de frituras. Muito bem feito. Muito. De verdade.

Pensou muito no Bob. E mais ainda no Betão.
Céus. Ela queria simplesmente sumir. Viajar por aí (como o anão de jardim do pai de sua heroína, no filme).


Mas, ok. Não seria possível. "O planeta tem seus protocolos", como diria Veríssimo.
Hoje, no caminho para o serviço, veio o tempo todo pensando em quantas e quais pessoas iriam em seu velório, caso morresse.
Amélie está macabra. Deve ser a chuva, tão melancólica.
Melancólico é tomar chuva de moto. Triste. Mesmo.

Amélie não pensa nisso, não hoje.
Amélie, hoje, queria saber qual será o motivo pelo qual Betão não fez a ligação prometida.
Amélie anda estranha. Deitou na cama ontem e ficou exercitando seu lado the secret de ser. Ficou pensando e tentando tranferir pra ele toda a vontade de receber uma ligação. Acabou adormecendo. Hoje, pela manhã, recordou-se da musiquinha triste do Pato Fu "e quando acordo cedo de uma noite sem sal, sinto o gosto azedo de uma vida doce e amarga no final".

Amélie está sem fome, sem namorado e sem porra nenhuma.
Dinheiro: Amélie nem liga pra essa merda. Esse mal necessário não adianta nessas horas.
Mal tem amigas. Ama elas de paixão, mas estão tão longe: longe de entenderem algo sobre Amélie. Amélie encontra-se sozinha, fodida e mal paga.
Antes estivesse fodida. Por Betão, é claro. Quem sabe assim Amélie estaria mais acessível.





Desabafo de narradora: está impossível conviver com essa criaturinha.
Amélie estraga tudo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O novo "amigo" de Amélie.

O feriado de Amélie teve a participação especial de seu amigo (vamos dar a ele o nome de Bob, pra facilitar). O mesmo que havia namorado sua amiga e tal.
Ela combinou um horário para verem o filme, mas não queria ir de modo algum. Ficou quietinha em casa, incomunicável, pois o telefone estava ocupado por causa da internet. Ele não tinha seu celular. Ela estava a salvo.
De repente, eis que Bob chama no portão.
Ele foi logo perguntando do filme. Mas Amélie havia emprestado o filme pra uma amiga.
Ele não desistiu: "vamos alugar outro filme".
Ele deixou-a em casa pra tomar banho e apareceu depois, pra jantarem numa lanchonete.
Foram pra casa de Bob. Chegando lá, todos os parentes possíveis estavam em um acalorado churrasquinho. Os tipos imagináveis: tios muito engraçadinhos fazendo piadinhas sobre a situação. Amélie teve vontade de se enfiar debaixo do carro.
Ok. Filme. Chocolate. Comentários. Risos.
Ele a levou de volta pra casa.
Lá, ficaram até as 5 h da manhã, discutindo desde Machado de Assis até Física Quântica.
A despedida foi tão tímida que Amélie chegou a se sentir constrangida. Nada de beijinhos e afins. Pra piorar, ela sobe em sua lambretinha e põe o capacete, tentando evitar uma aproximação. Ele entendeu, afinal ela posaria em sua avó naquele dia, e não iria a pé.
No outro dia, uma ligação ao meio-dia. Amélie havia dito que iria pra casa de umas amigas, em uma cidade vizinha e que talvez não viria à noite. Mas, depois de ligar pra uma delas, descobriu que tinham compromisso e que teriam que retornar no mesmo dia. Ele combinou de ligar as 22 h.
Depois de um dia de muito brigadeiro, refrigerante, salgadinho - e uma azia enorme -, Amélie encontrou Bob em uma conveniência, como combinado.
Lá, muita cerveja e vodka. Amigos e amigos de amigos, lembranças do passado, climinha nostálgico (até uma confissão de Amélie quanto a sua pureza... rsrs).
Foram dormir às 6 h da manhã. Novamente sem nada. N-A-D-A. Até que teve uma investida da parte dele, mas ela disse que se ficassem, ele teria que aceitar o fato de ela ainda amar seu ex. É óbvio que espantou o rapaz.

Bonito, Amélie. Atitude muito linda. Vai ficar pra titia, pro resto da vida.

Ele havia dito que iria embora no outro dia (ele faz Física em uma universidade federal, na capital). Pasmem: às 15 h, lá estava o moçoilo no portão. Ela tinha acabado de receber a notícia de que seu ex estava saindo pra uma micareta e que não poderia ficar no msn.

Bem feito, não? Eu aviso Amélie. Mas ela é teimosa feito uma porta.

O moço entrou, sentou no sofá. Estava afoito. Falou sobre a compra da passagem. Lá se foram pra rodoviária.
No caminho, ele disse que havia pensado e que estava querendo correr o risco. Ficaria com ela, mesmo sabendo de seu antigo amor. Disse que estava muito ancioso pra saber sua resposta.
Tadinho. Muito bonzinho.
Viram um filme na casa de Amélie e se despediram de longe. Ele voltaria, pra sairem e resolverem logo essa situação.
À noite, lá estava ele.
Foram em um ponto distante da cidade, onde é possível ver as luzes das duas avenidas principais.
Chegando lá, o beijo veio meio mecânico. Aos poucos, Amélie foi perdendo a timidez.
Estava feito. Ele, várias vezes soltou a palavra "namorada". Disse que estava feliz com o fato e que ela havia sido uma boa conselheira quanto aos seus problemas emocinais.
Ao se despedirem ele disse que estaria de volta semana que vem. Apesar de ter uma prova e ser muito mais interessante financeiramente ele ficar lá e vir só depois da prova, ele disse que vem porque agora tem um bom motivo.
Jisuis.
Essas coisinhas assustam Amélie.
Amélie sentia uma barreira muito grande entre eles. Ainda tem o coração abalado com o descaso do outro. Não está com clima nenhum pra engatar um namoro. Até o toque de Bob é meio áspero. Sente falta da pele do ex. Coisinha triste, viu.

Sabe muito bem que Betão não quer nada com nada. Está na fase de curtição. Mas mesmo assim, tem um medo monstruoso de estragar tudo, ficando com outro.
Talvez se Amélie resolver dispensar o garoto bonzinho, seu coração fique feliz. Mas, racionalmente, ficará irremediavelmente perdida.
Amélie parece mulher de malandro. Daqueles tipinhos descritos por Nelson Rodrigues.
Às vezes, ela me envergonha.

Obs: Amélie não estava sendo falsa com sua amiga (a ex de Bob). Ela havia terminado com ele porque virou lésbica e estava traindo o coitado com uma menina. Não há muito o que reclamar, nestes casos. Ao menos, Amélie acha...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Vidinha pacata.

Amélie anda com os nervinhos ouriçados.
Nada pra se fazer.
Talvez um open bar logo mais à noite na boatezinha do interior que dá sempre a mesma gente chata.
Ontem recebeu uma ligação de um amigo que quer algo mais. Do tipo: vamos fazer alguma coisa... um filminho, sei lá. Amélie ainda não está preparada para encontrinhos. Tratou de dizer pra ele chamar a ex dele, que também é sua amiga... pra ficar um clima beeeem chato e ele não vir de firulas.
Amélie, na verdade, não vê nele um namorado. Não chega nem perto disso. O mundo dele é tão complicado quanto o dela. Se ela precisasse de gente problemática, ela ficaria com o rapazinho do serviço, que vive dando indiretas.
Amélie, sinceramente não gosta do jeito homem dele. O jeito esquisito dele conversar, o estilo intelectual, a opinião formada sobre tudo. E ela aposta que ele não é bom de cama. Écati.
Amélie está neste exato momento conversando com seu ex via msn.
Amélie não tem mais o que fazer numa tarde calorenta de sábado.
Amélie não tem vergonha na cara.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O ex de Amélie.

Amélie quase acabou de cair na tentação de mandar um e-mail pro seu ex.
De uns dias pra cá, Amélie se tornou uma garota esperta e anda evitando contato com o mancebo.
A estória: ela, garota sonhadora e ingênua se envolveu com um moço de poucas palavras e grandes idéias. Talvez o rapaz mais inteligente que ela pôde conhecer. Depois de um tempo de conto de fadas, teve que arcar com sua escolha e se viu separada por 600 km do menino que conseguiu passar em 1º lugar no vestibular estadual, sem quase esforço algum.
Muito feliz, fez juras de amor eterno a sua amada e seguiu seu caminho, prometendo sempre zelar pelo amor dos dois, não importando o que acontecesse.
Mas, como toda boa estória deve ter uma dificuldadezinha, seu amado, agora com vulgo Betão (apelidinho de batismo no trote), andou por aí ciscando em festinhas particulares.
O que Amélie não esperava, era que se ela o tratasse com indiferença e transferisse sua raiva pras ações corriqueiras do dia-a-dia, estaria deixando-o irritadiço e com fortes tendências a fazer mais e mais safadezas.
Amélie recebeu a notícia de que estava sendo chutada, depois de longos 2 anos e uns 3 meses de puro comodismo da parte de ambos.
De início, manteve-se firme e forte na tarefa de ignorá-lo para todo o forever de sua vida.
Mãããs, como Betão era um moçoilo muito indeciso, acabou forçando uma aproximação via depoimento no orkut.
Amélie, de fato ficou feliz por ele estar avisando que tinha comentado seu blog (não este... outro, que não esconde sua verdadeira identidade), sendo que nunca tivera feito antes. Cheio de conversinhas do tipo "ainda podemos ser amigos" e afins.
Amélie resistiu mais uma semana, porém, como era de se esperar, caiu nas garras do sem vergonha pelo msn.
Lá, ele acusou-a de não o amar mais, devido ter ficado com um rapazinho qualquer, em menos de uma semana de separação. Como ele descobriu? Fácil. Amélie deixava suas senhas todas abertas, assim como seu coraçãozinho ferido.
Ao invés de mandar ele decidir ANTES se queria casar ou comprar uma bicicleta, ficou desculpando-se pela atrocidade que havia cometido. É óbvio que ela também tinha visto recadinhos nada católicos dele pra putaninhas, e sendo assim, tratou logo de rasgar o verbo.
Terminaram aquela noite, com frases de amor ao telefone.
Hoje: ela o ignora (com aperto no coração) por ele ter marcado um papinho pelo msn e tê-la deixado olhando pra cima pra beber cerveja no sábado, e comer lanche no domingo. Ok. As pessoas não têm que ficar grudadas umas nas outras. Pior ainda se for grudadas no micro. Mas, convenhamos: se não quer, não chame.
Amélie recebeu uma msg no celular com um pedido de desculpa por não sobrar tempo para uma ligação. No outro dia, recebeu uma com o dizer: "gracinha".
Amélie, muito furiosa, disse pro celular: "Gracinha de cu é rola". Às vezes, Amélie se comporta tal qual um moleque desbocado.
Nas noites passadas, têm ficado de butuca no celular, pra ver se chega ao menos uma mensagenzinha. Ontem, foi tomar cerveja, assim como quem não quer dar patacas pra situação. Mas hoje, quando acordou e não viu um sinalzinho de vida dele, sentiu-se tentada e quase mandou um e-mail.
Amélie não se emenda.